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esse blog nasceu de um constante mergulhar em mim mesma e no universo ao meu redor. Perguntar-nos 'Quem sou eu?' é pra que estamos aqui!


this blog was born from a non-stop dive into myself and the universe around me. To ask onself 'Who am I?' is what we are here for!

individualidade na relação a dois

individualidade na relação a dois

Ôoooo conversinha complicada essa não?? Esse tem sido um tema recorrente no consultório e nas conversas informais com amigxs queridxs, por isso resolvi fazer aqui algumas reflexões.

Como faz para preservar a individualidade no relacionamento a dois? Como aceitar numa boa que o desejo do outro pode não ser o mesmo que o meu em alguns momentos? Qual é essa linha tênue que separa o meu desejo, o desejo do outro e o nosso encontro?

Eu penso que é uma questão de tomar consciência dos próprios desejos, limites, carências e pontos escuros, para então poder separar o que é meu, o que é do outro e o que é nosso. Mas como fazer isso?

Gosto de um jeito prático de olhar para as situações e refletir: quando a minha reação está diretamente relacionada a um comportamento do outro, que tenha sido desrespeitoso ou de pouco caso, que me chateou, devo colocar claramente os limites, de maneira que eu me sinta respeitado e valorizado. Quando meu sentimento é de alguma forma desproporcional ao comportamento do outro, objetivamente analisando, alerta: pode ser que pontos meus estejam invadindo a relação a dois. 

Nessa hora, apenas ter consciência não basta. É preciso ter coragem para encarar o seu ponto de dor, de medo, de seja lá o que for, para não depositar sobre o outro expectativas que nunca poderão ser preenchidas, porque seja lá qual for o SEU ponto, só VOCÊ poderá dar conta dele. Nunca o outro.

Outra questão é que quando gostamos de alguém, parece surgir um sentimento de preenchimento, de quentinho, de acolhimento, que quando estamos sozinhos quase não acontece, infelizmente.. (mas esse é outro papo...)

E daí queremos que esse sentimento dure para sempre... e é aí é que mora o perigo! Podemos despejar no outro a responsabilidade por manter a quentinha sensação de preenchimento. E começam as expectativas e controles sobre como o outro deve ser - assim ou assado - para ser capaz de manter a sensação de preenchimento em nós. Ora, ora...

Mas tem um dia que esse alguém se interessa por algo que não tem nada a ver com o seu mundo e pelo que você não se interessa... hum... o que fazer? Respeitar, compreendendo que tem uma porção de individualidade em cada um de nós que se não puder ser compartilhada com o nosso alguém, pouco importa. Não acredito em relação à dois onde se possa compartilhar TUDO. Acredito que se possa compartilhar partes - por vezes até generosas - do nosso TUDO com algumas pessoas.

E o que compartilhamos é que deve ser a parte em foco, pois essa é a parte relação. A dois, a três, a quatro, em família...

a boneca no bolso: Vasalisa, a sabida *

a boneca no bolso: Vasalisa, a sabida *

lua cheia em Áries, hoje

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