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esse blog nasceu de um constante mergulhar em mim mesma e no universo ao meu redor. Perguntar-nos 'Quem sou eu?' é pra que estamos aqui!


this blog was born from a non-stop dive into myself and the universe around me. To ask onself 'Who am I?' is what we are here for!

sobre mestres, gurus, workshops, retiros...

sobre mestres, gurus, workshops, retiros...

Eu já contei aqui que minha primeira memória de ter me perguntado Quem sou eu? O que estou fazendo aqui? eu tinha mais ou menos 5 anos de idade. Lembro detalhes da casa em que eu morava e as circunstâncias em que essas questões emergiam. De lá até aqui foram sei lá quantas centenas ou milhares de vezes me perguntando. E quando você tem perguntas, você busca respostas. Eu busco.

E assim tem sido na minha vida. Aprendi a desfrutar esse processo cada vez mais, sem tantas angústias e ansiedades que já existiram de forma imperativa e que me impulsionaram no caminhar…. Foram muitas vivências, ensinamentos, escolas, mergulhos, leituras, práticas, workshops, sessões de terapia infinitas, dos dois lados do ‘setting’…

Uma vez no consultório, uma cliente querida me perguntou: ‘você não cansa de ir tão a fundo em tudo?’, e eu, que nem sei dizer quantas vezes já ouvi essa pergunta, respondi, ‘não sei se tenho escolha, exatamente’, e, de verdade, se tenho, não sei se escolho diferente. Numa das primeiras leituras de mapa astral que fiz, há muuuuuitos anos, um astrólogo fofíssimo de sampa, abriu a leitura com a seguinte questão para mim: ‘você não veio nessa vida para colocar só a pontinha dos pés não né? Veio mesmo foi pra mergulhar de cabeça!’ hahaha, really?? Estava escrito lá?? ;)

Eu gosto desse descortinar de mim mesma que por vezes parece livre arbítrio e outras tantas parece uma pré-destinação, talvez escolhida em outra dimensão…

Nessa trajetória de busca, tive muitos professores, mestres, terapeutas e escolas com quem aprendi caminhos, possibilidades de respostas, partes da ‘talvez existente Verdade’… algumas que inclusive compartilhei por aqui… E neste ano, mais definitivamente durante a lunação de Escorpião, cuja Lua Nova aconteceu em cima do meu ascendente (nascer de novo), uma sequência de eventos me levaram a um insight super importante nessa caminhada de me perguntar ‘Quem sou eu?’:

“quero ‘40 dias no deserto’. não quero mais professor, mestre, guru, workshop, retiro, vivência, escola etc etc etc… por algum tempo”

Não sei por quanto tempo. Mas por esses ‘40 dias no deserto’, quanto durar, eu quero ouvir exclusivamente as respostas que venham de dentro de mim. Sem outras palavras. Sem outras energias. Sem outras influências possíveis a essa pergunta fundamental.

Não que eu não tenha sempre buscado dentro, veja bem… mas também fora através de caminhos que me ajudassem a reverberar o que tinha dentro. E sempre, toda vez, qualquer escola, terapeuta, mestre, prática, estudo, se esgota como caminho para mim, deixando, claro, sua parte no mosaico que me constitui. Mas sempre se esgota em algum momento. ‘Nossa que saco isso!’ Pensei por algum tempo, enquanto de alguma maneira acreditei que ia encontrar ‘a Verdade’ inteira em algum lugar e dentro de mim… sim eu já pensei assim! Mas não dessa vez…

Hoje eu não acredito que ‘a Verdade’ exista na materialidade do plano em que vivemos e, portanto, não está em nenhuma filosofia, linhagem, escola, religião, mestre, guru, linha de pensamento…. Somos e sempre seremos, neste plano, pequenos demais para alcançar a imensidão da existência. Enquanto estivermos encarnados seremos luz e sombra. Como diz Jung no livro “Seminários sobre análise de sonhos”, ‘quanto mais voltamos para a luz, mais sentimos a sombra atrás de nós!’. Não parece ser o que estamos vendo acontecer no mundo dos ‘Gurus, Joões de Deus, Prems Babas e etc…’?

Well… com esse sentimento eu vou me despedindo de 2018 com uma gratidão imensa pelo importante aprendizado que este ano intenso e provocador na minha existência trouxe, inclusive e, principalmente talvez, por poder ver beleza em processos tantas vezes tão doloridos!

Que 2019 chegue lindamente! <3

notes over the 'beauty and the beast' of NYC (and the american way of living)

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as feridas íntimas do patriarcado

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